Vale a pena juntar a alimentação vegana e vegetariana com técnicas de preparo da comida e aproveitar todos os benefícios dos alimentos.

Vale a pena juntar a alimentação  vegana e vegetariana com técnicas de preparo da comida e aproveitar todos os benefícios dos alimentos.

À parte do Veganismo e do Vegetarianismo serem essencialmente um estilo de vida comprometido com o amor, a compaixão e o respeito aos animais, também são uma forma de alimentação saudável

Veganos e vegetarianos têm como base da alimentação verduras, legumes, hortaliças, enfim, vegetais, comidas consideradas de baixo teor de gordura e com muitos benefícios: que apresentam poucas calorias e muita água, são ricas em vitaminas e sais minerais, possuem vitamina C, vitamina do complexo B, potássio, cálcio, ferro e magnésio.

Vale a pena, também, levar em consideração que existem  algumas outras ações que podem agregar valor ao veganismo e ao vegetarianismo, em relação à alimentação saudável:

Ter uma horta em casa e plantar suas verduras, legumes, temperos, sem agrotóxicos: esse cultivo cheio de cuidados faz uma grande diferença em relação aos alimentos consumidos.

É viável ter ter uma horta, por pequena que seja, em casas ou apartamentos, em grandes ou médias cidades. Não é preciso morar no campo para cultivar parte de seu próprio alimento.

Num pequeno pedaço de terra no quintal, horta em vasos e hortas comunitárias já são uma realidade e vêm crescendo cada vez mais.

Esse tipo de cultivo tem um valor agregado inestimável à comida que colocamos em nossa mesa.

Há também quem compre e consuma alimentos orgânicos que são facilmente encontrados, hoje em dia, nos supermercados.

Outras pessoas consomem hortaliças compradas diretamente de produtores que só cultivam esse tipo de produção.

Mas, o objetivo aqui é compartilhar umas poucas, simples e despretensiosas dicas, para aproveitar o que nossos deliciosos legumes podem nos oferecer em termos de saúde, decorrente do preparo da comida.

Essas dicas têm a ver com a tentativa do máximo aproveitamento das substâncias encontradas nos alimentos, ao cozinhá-los.

E refletir que, conforme seu preparo, os nutrientes que eles possuem vão ser mais ou menos absorvidos e gerar mais ou menos benefícios para nós.

Já que, como dizem, cozinhar é um tipo de alquimia, estudos científicos vêm para nos ajudar a preparar os alimentos como uma arte, com amor e eficiência.

A primeira dica é simples, mas é uma regra de ouro, pois vale para hortaliças em geral: tempo demais de cozimento destrói seus benefícios nutricionais, prejudica a textura, a cor e deixa a receita pouco apetitosa.

Mas, como toda regra tem sempre uma exceção, isto não vale para o caso dos caldos e das sopas, já que a água onde os legumes são cozidos será ingerida e nela estarão os nutrientes que tanto nos beneficiam.

DICAS

Vegetais Alaranjados e Avermelhados

Legumes cor de laranja, como abóbora, cenoura, milho, que têm carotenoides e também os avermelhados, como a beterraba, combatem os radicais livres e contém vitamina A, por isso são protetores desde a visão até o sistema imunológico.

O cozimento desses vegetais alaranjados e avermelhados os deixa mais brilhantes e possibilita a liberação de seus nutrientes (sempre relembrando que não se deve exceder no cozimento)

Então, cozinhando-os tiramos o máximo proveito deles, já que o aquecimento facilita a absorção desses ingredientes benéficos pelo nosso trato digestivo.

O macete é cozinhá-los o mais rapidamente possível.

Uma dica é colocá-los em água já fervente, para acelerar o processo.

E antes de comê-los, regue-os com um fio de azeite. Isso facilita a absorção, pelo nosso organismo, dos pigmentos que estão relacionados à redução de males como câncer e problemas cardiovasculares.

Vegetais Verde Escuro

Brócolis, rúcula, couve e espinafre têm um tom verde intenso.

As hortaliças com essa cor verde-escura contêm muita vitamina C.

Mas o principal componente das hortaliças com essa tonalidade é o ácido fólico, uma das vitaminas do Complexo B, que protege contra tumores e males cardiovasculares.

A desvantagem é que esse nutriente se degrada com facilidade, especialmente se o legume for cozido por muito tempo.

Comer rúcula na salada é desejável e delicioso; mas, sinceramente, quem consegue comer uma flor de brócolis crua?

A solução é preparar rapidamente alguns deles, como a couve, que, como dizem, basta ‘dar um susto’ muito rápido e lá está ela pronta e apetitosa.

Assim também os repolhos (branco e roxo), a escarola, que são facilmente refogados, sem precisarem ser mergulhados em excesso de água.

O mesmo vale para o espinafre, que deve ser ‘branqueado’, até para eliminar o ácido oxálico (um antinutriente), ou seja, deve ser jogado em água quente, ferver por um minuto, ser escorrido, ser colocado em uma vasilha com gelo e um pouco de água, escorrido novamente e ser utilizado.

O ideal é cozer  sempre com pouquíssima quantidade de água.

Esse preparo ajuda a reter os nutrientes dentro do alimento, porque as vitaminas do complexo B e C, além de diversos minerais são solúveis em água.

Portanto, nada de mergulhar os vegetais em panelas cheias de líquido, cozinhá-los por longo bom tempo e desprezar a água do cozimento porque isso é, literalmente, jogar pelo ralo o ácido fólico e a vitamina C.

Cozinhando rápido ou Lentamente no Vapor

Relembrando: há vegetais que são deliciosos crus.

Há outros que podem ser consumidos após um rápido cozimento como a couve, a abobrinha, vagem, quiabo, que basta refogar, sem mergulhar em água. É praticamente comer quase cru.

Hortaliças impossíveis de serem comidas cruas, cozinhe em pouca água. Isso mantém seus nutrientes intocados para nosso benefício.

O ideal para batatas, de todo o tipo, beterraba e similares é serem cozidas com casca, em pouca água, sem cobri-las, colocando-as em água fervente para acelerar o processo. Esse processo vai manter a cor, o sabor e as qualidades nutricionais.

Vegetais, como brócolis, couve-flor, berinjela, etc., que não sejam os alaranjados e avermelhados, todos os que precise ou deseje cozinhar, o ideal é que sejam cozidos no vapor.

O preparo no vapor também tem a vantagem de evitar a desidratação das hortaliças e mantém uma textura apetitosa, intensifica a cor e o sabor dos vegetais.

Dicas para preparar legumes no vapor

Para que o prato cozido no vapor fique apetitoso, coloque os legumes no recipiente que vai ao vapor e tempere os legumes antes de levar para a panela.

Acrescente ervas aromáticas na água da fervura. Especiarias têm compostos voláteis, que se desprendem com a temperatura alta e dão um aroma capaz aguçar o paladar.

Além disso, arrume os vegetais para que fiquem em uma única camada (evite colocar um em cima do outro), para cozinharem de forma homogênea.

Só coloque a travessa com os alimentos temperados e ajeitados quando a água para o cozimento no vapor já estiver em ebulição:

Concluindo: Saber o ponto certo de tirar um legume da panela é crucial para o corpo receber as doses ideais de fibras, vitaminas e minerais que os vegetais nos oferecem.

Na prática, a maneira de fazer a comida também é parte importante de uma alimentação saudável.

Numa palavra: Saúde!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *